Projeto legal · Licenciamento · Regularização

Aprovação de projeto na Prefeitura de Porto Alegre, do briefing ao alvará.

A Fraga & Santos conduz as 21 etapas da aprovação de projetos arquitetônicos e regularizações em Porto Alegre: análise do Plano Diretor, projeto legal, RRT, protocolo eletrônico e acompanhamento do processo até o alvará de construção.

Verônica Fraga, arquiteta e urbanista, e Nei Fernando dos Santos, gestor de obras, no escritório Fraga & Santos em Porto Alegre
Verônica Fraga (CAU/RS A143766-6) e Nei Fernando dos Santos

Resposta direta

Quem pode aprovar um projeto na Prefeitura de Porto Alegre?

Qualquer arquiteto e urbanista registrado no CAU/BR, com registro ativo no CAU/RS, pode aprovar projetos arquitetônicos e regularizações na Prefeitura de Porto Alegre. Para atuar na capital, o profissional também precisa de cadastro técnico ativo na Prefeitura, que permite emitir as guias e taxas obrigatórias do processo.

Na Fraga & Santos, a responsável técnica é a arquiteta e urbanista Verônica Fraga, CAU/RS A143766-6. A aprovação vai muito além do desenho: envolve análise técnica, adequação ao Plano Diretor e diálogo com os órgãos públicos.

O fluxo completo

21 etapas em 4 fases, do primeiro contato ao alvará.

Cada fase termina com uma entrega que você aprova antes de seguir. Os nomes dos documentos e sistemas são os usados pela Prefeitura de Porto Alegre.

  1. Fase 1 · etapas 1 a 6Diagnóstico e viabilidadeO que o terreno permite
  2. Fase 2 · etapas 7 a 11Estudo e projeto legalAs pranchas da Prefeitura
  3. Fase 3 · etapas 12 a 15RRT e protocoloA entrada do processo
  4. Fase 4 · etapas 16 a 21Tramitação e alvaráAté a licença da obra
Fase 1 · etapas 1 a 6

Diagnóstico e viabilidade técnico-legal

Antes de desenhar, descobrimos o que a legislação permite construir ou regularizar naquele terreno.

  1. 01

    Briefing e levantamento de necessidades

    Coleta das demandas e objetivos do cliente e do uso do imóvel: residencial, comercial ou industrial.

  2. 02

    Coleta de documentos iniciais

    Matrícula atualizada do Registro de Imóveis e guia ou Certidão Negativa de Débitos (CND) do IPTU.

  3. 03

    Levantamento cadastral e planialtimétrico

    Medição do lote, dos níveis do terreno e das confrontações, por levantamento próprio ou com topógrafo.

  4. 04

    Análise do Plano Diretor (PDDUA)

    Verificação dos índices urbanísticos da zona: recuos, taxa de ocupação, índice de aproveitamento e altura máxima.

  5. 05

    Emissão da DMI (Declaração Municipal Informativa)

    Consulta no sistema DMWEB para identificar restrições ambientais, patrimoniais (como as do EPAHC) e áreas não edificáveis.

  6. 06

    Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU), quando exigido

    Identificação da necessidade de EVU e de análise por comissões técnicas da Prefeitura, como a CAUGE, para empreendimentos de impacto urbano.

Fase 2 · etapas 7 a 11

Estudo preliminar e projeto legal

O projeto nasce do que você quer, dentro dos limites mapeados na fase 1.

  1. 07

    Estudo preliminar de arquitetura

    Primeiros esboços e estudos volumétricos que conciliam os seus desejos com as regras do terreno.

  2. 08

    Projeto legal no padrão da Prefeitura

    Pranchas técnicas oficiais: planta de situação, planta de localização, plantas baixas de todos os pavimentos, cortes e elevações, conforme o Código de Edificações de Porto Alegre.

  3. 09

    Planilha de áreas

    Áreas computáveis e não computáveis, projeção, taxa de permeabilidade e o quadro de áreas no padrão do município.

  4. 10

    Compatibilização com projetos complementares

    Alinhamento do projeto arquitetônico com estrutural, hidrossanitário, PPCI e reservatórios de amortecimento de águas pluviais.

  5. 11

    Memorial descritivo

    Documento técnico com materiais, justificativas do projeto e acessibilidade.

Fase 3 · etapas 12 a 15

Responsabilidade técnica e protocolo eletrônico

O projeto ganha responsável técnico registrado e entra oficialmente na Prefeitura.

  1. 12

    Emissão do RRT

    Registro de Responsabilidade Técnica no CAU/RS, que comprova a autoria e a responsabilidade do arquiteto pelo projeto.

  2. 13

    Enquadramento de tramitação

    Avaliação se o projeto pode seguir pelo Licenciamento Expresso (como habitações unifamiliares e atividades de menor impacto, dentro dos limites do município) ou pelo trâmite convencional.

  3. 14

    Pasta digital de aprovação

    Organização dos arquivos no formato PDF exigido e assinatura digital dos termos.

  4. 15

    Abertura do processo no portal de licenciamento

    Protocolo oficial dos documentos no portal de serviços urbanísticos da Prefeitura.

Fase 4 · etapas 16 a 21

Tramitação, análise e aprovação final

Acompanhamos o processo e respondemos à Prefeitura até a licença sair.

  1. 16

    Guia de arrecadação (DAM)

    Emissão e acompanhamento do Documento de Arrecadação Municipal da taxa de análise, para pagamento pelo proprietário.

  2. 17

    Acompanhamento do processo

    Acompanhamento constante das movimentações do processo nas secretarias municipais.

  3. 18

    Análise dos comunique-se

    Leitura das correções e esclarecimentos pedidos pelos técnicos da Prefeitura.

  4. 19

    Ajustes e reenvio

    Correção das pranchas e documentos conforme os apontamentos e reenvio dentro dos prazos do processo.

  5. 20

    Visto final no projeto

    Aprovação digital das plantas pela Prefeitura.

  6. 21

    Alvará de construção

    Emissão da licença que autoriza o início da obra e encerra o fluxo de aprovação.

O que fica combinado

Tudo por escrito, antes de começar.

A proposta e o contrato seguem a estrutura recomendada para contratos de arquitetura: objeto, fases, prazos, preço, o que está e o que não está incluído, obrigações das partes e direitos autorais.

Fases do projeto

  1. Estudo preliminar
  2. Anteprojeto
  3. Projeto legal, para aprovação na Prefeitura
  4. Projeto executivo, quando contratado

Cada fase é entregue para a sua análise antes da seguinte.

Normalmente contratado à parte

  • Taxas, guias e emolumentos da Prefeitura
  • Levantamento planialtimétrico ou georreferenciado
  • Projetos estrutural, elétrico, hidrossanitário e PPCI
  • Responsabilidade técnica pela execução da obra
  • Habite-se, após a conclusão da obra

Regras claras

  • RRT emitido para a atividade contratada
  • Mudanças depois de uma etapa aprovada são orçadas à parte
  • O projeto tem direitos autorais garantidos pela Lei 12.378/2010
  • A obra só começa com responsável técnico habilitado

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Dúvidas frequentes

Sobre aprovação e regularização em Porto Alegre.

Quem pode aprovar um projeto arquitetônico na Prefeitura de Porto Alegre?

Um arquiteto e urbanista registrado no CAU/BR, com registro ativo no CAU/RS e cadastro técnico ativo na Prefeitura de Porto Alegre, que é o que permite emitir as guias e taxas do processo. A responsabilidade pela autoria do projeto é registrada no RRT.

Quanto tempo leva para aprovar um projeto em Porto Alegre?

Depende do enquadramento do projeto (Licenciamento Expresso ou trâmite convencional), da necessidade de EVU ou de comissões técnicas e da quantidade de comunique-se emitidos pela Prefeitura. A Fraga & Santos estima o prazo na proposta, depois de consultar a DMI e analisar o Plano Diretor para o terreno.

O que é o Licenciamento Expresso?

É uma modalidade de aprovação simplificada da Prefeitura de Porto Alegre para casos enquadrados, como habitações unifamiliares e atividades de menor impacto, dentro dos limites definidos pelo município. O enquadramento é avaliado na etapa 13.

Dá para regularizar uma obra que já foi construída?

Sim. O caminho é parecido: levantamento do que existe, análise do Plano Diretor e da DMI, projeto de regularização, RRT, protocolo e acompanhamento até a aprovação. O que estiver em desacordo com as regras urbanísticas pode exigir ajustes na edificação.

O que normalmente não está incluído nos honorários do projeto legal?

Taxas e guias da Prefeitura, levantamento planialtimétrico, projetos complementares (estrutural, elétrico, hidrossanitário, PPCI), cópias, maquetes, a responsabilidade técnica pela execução da obra e o habite-se. Esses itens são contratados ou pagos à parte, e a proposta lista o que está e o que não está incluído.

Preciso ter a matrícula do imóvel atualizada?

Sim. A matrícula atualizada do Registro de Imóveis é um dos primeiros documentos do processo, junto com a guia ou a certidão negativa de débitos do IPTU. Se você ainda não tem, a Fraga & Santos orienta onde e como pedir.

Verônica Fraga, arquiteta e urbanista

Conteúdo revisado por

Verônica Fraga

Arquiteta e urbanista · CAU/RS A143766-6

Sócia, gestora e perita da Fraga & Santos Arquitetura Completa, Verônica dirige os projetos autorais e a responsabilidade técnica do escritório, que soma 13 anos de atuação e mais de 150 projetos em Porto Alegre e na Região Metropolitana. Atua em projetos residenciais, interiores, reformas, gestão de obras, laudos, vistorias e perícias técnicas.